terça-feira, 28 de junho de 2011

Let's play!

É tudo um jogo. O sexo, a conquista, o amor. O resultado final dependerá de como, e quando, você vai jogar suas cartas e da resposta do seu adversário. Ok, talvez nem sempre seja um jogo. Mas geralmente é.


Esse é um jogo que todos aprendemos a jogar cedo ou tarde, o que não significa que você tenha que gostar de jogá-lo, mas você aprende de qualquer forma. Faz parte da vida e todos já jogamos desse jogo alguma vez.

Porém, o problema dos jogos é que eles cansam. Chega o momento em que cansamos de jogar sempre o mesmo jogo, com as mesmas regras. Talvez, se você jogar somente algumas vezes, seja divertido por um tempo, contudo a novidade acaba e a diversão também. No fim, ficamos frustrados e cansados daquilo.

Não dá para estudar e planejar tudo, sempre. Você pode tentar, mas nem tudo está suscetível de controle.

Cansei de jogos...

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Pedaços do que poderia ser...

Você me mostrou como poderia ser.
Fez-me imaginar tardes no parque, abraçados, vendo o tempo passar.
Mostrou o gostinho bom de dormir juntinhos, enlaçados, conectados.
Fez-me perceber que podemos passar horas conversando sobre todos os assuntos ou sobre nada.
Sonhei com momentos somente nossos.
Criei cenários românticos. Prazeres divinos.
Senti na pele a sensação de ser desejada. E também de ser protegida.
Eu, que sempre sonhei com tudo isso, acabei sonhando mais.
E foi você, quem me mostrou tudo isso, que me fez perceber que mereço mais.
Mereço mais do que apenas pedaços de nós dois, mais do que apenas amostras do que poderia ser.
Eu mereço uma realidade. Mereço alguém inteiro pra mim. Mereço momentos completos, almoços em família, discussões acaloradas e fazer as pazes depois...
Quero tudo para mim, tudo o que mereço e com o que sonho, e não apenas pequenos pedaços de uma realidade que não pode ser.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Vício de você


  Descobri, tarde demais, que você é como uma droga: entorpecente, delirante e viciante. Descobri, tarde demais, que me viciei em você.
   Foi tão rápido... Porém foi lento o suficiente para que eu não percebesse.
   No começo você era só uma distração, um passatempo, diversão. Mas, conforme os dias passavam você se tornou mais. Transformou-se em parte da minha vida, dos meus sonhos e dos meus anseios. Já não conseguia ficar um dia sem você, sempre queria mais.

   Então acabou.
   Brigamos, ficamos confusos e você foi embora. E foi aí, bem aí, que percebi realmente os seus efeitos viciantes em mim. Porque, ficar sem você, te ver e não poder te tocar, abraçar ou conversar com você, era muito pior do que eu imaginava.
   A minha abstinência de você foi terrível. Doía fundo no peito, me fazia sofrer e querer tudo de volta. Tudo o que fomos juntos. Tudo o que fizemos juntos.
   Era demais para suportar, demais para mim... Mas passou. A pior fase se foi. Entretanto, exatamente como uma droga, tenho recaídas e fico tentada. Sinto vontade de ir atrás de você, te buscar, te sentir. Se não me vigio e me contenho irei querer mais. Mais de você, mais de nós dois e do que vivemos juntos, sentimos juntos.
  Como os momentos que passamos juntos, sempre em minhas lembranças, você está em mim, sempre presente.

   E quando penso, apenas por um segundo, em como era bom ter você, quero mais do que não já não possuo agora. Nossas brigas e reconciliações, nossas risadas juntos (ou você rindo das minhas bobagens e eu das suas), nossos passeios pelo parque e os beijos escondidos. Tudo aquilo que ficou para trás...



terça-feira, 31 de maio de 2011

Pedaços de Coração


 Algumas pessoas não percebem, outras não entendem. Mas todas aquelas pessoas que importam ou importaram um dia, que fazem ou fizeram parte de nossas vidas, todas elas levaram algo de nós e também deixaram algo. Às vezes é algo marcante, mas simples, como uma lembrança. Outras vezes é algo muito valioso, como um pedaço de você, mas não qualquer pedaço. É sempre um pedaço dos mais importantes, daquele lugar em que só entram aqueles que permitimos: o coração. Pode ser um pedaço grande, grandão ou pequeno, bem pequenininho. Depende do amor e carinho que você sentia por essa pessoa.
O que muitos não entendem é que quando essa pessoa vai embora ou morre, ela não devolve esse pedacinho ou pedação de você. Ela leva e nunca mais volta. E você? Você fica com o que sobrou do seu coração. E com o tempo ele pode até se regenerar, mas nunca completamente, sempre sobram ranhuras, pequenas rachaduras e buraquinhos. Algumas pessoas já perderam tantos pedaços, alguns foram dados, outros roubados, que não conseguem mais se regenerar. Não encontram o alento, o sentimento, necessário para se reerguer, para tapar os buracos que ficaram. Essas pessoas sofrem...
A única cura para um coração quebrado, com buracos, é um transplante. Mas não é qualquer transplante, de qualquer coração. Tem que ser um coração doado, por livre e espontânea vontade, doado com amor, carinho e generosidade. E assim, só assim, pode-se viver de forma plena novamente.

domingo, 29 de maio de 2011

O Milagre - Nicholas Sparks


Oi! Quem quiser ler a resenha que fiz sobre esse livro é só entrar no blog Livros, Bobagens e Guloseimas. Ela foi publicada em 'Uma resenha para chamar de minha!', que é um espaço para que os leitores e amigos do LBG publiquem suas próprias resenhas.


Clique aqui para ler a resenha.
Espero que gostem!
E agradeço à Miriam por publicar minha resenha no blog dela.
Obrigada!

segunda-feira, 16 de maio de 2011

O caçador de pipas - Khaled Hosseini

       Essa é a história da amizade de Amir e Hassan, dois meninos quase da mesma idade, que vivem vidas muito diferentes no Afeganistão da década de 1970. Amir é rico e bem-nascido, um pouco covarde, e sempre em busca da aprovação de seu próprio pai. Hassan, que não sabe ler nem escrever, é conhecido por coragem e bondade. Os dois, no entanto, são loucos por histórias antigas de grandes guerreiros, filmes de caubói americanos e pipas. E é justamente durante um campeonato de pipas, no inverno de 1975, que Hassan dá a Amir a chance de ser um grande homem, mas ele não enxerga sua redenção. Após desperdiçar a última chance, Amir vai para os Estados Unidos, fugindo da invasão soviética ao Afeganistão, mas vinte anos depois Hassan e a pipa azul o fazem voltar à sua terra natal para acertar contas com o passado.


Acho que os livros escolhem a gente e não o contrário, como costumamos pensar. Ele, o livro, ou o destino (quem sabe?), escolhe o momento certo para chegar a nós, para ser lido ou não.
O caçador de pipas provavelmente tinha planos maiores para mim quando o comprei, pois comecei a lê-lo e depois de 30 páginas parei. Não sei porque, talvez não fosse o momento certo, cansei e parei com ele. Talvez, se eu tivesse persistido não teria lido o livro com os mesmos olhos com que o li agora. Como disse Heráclito: “Ninguém nada duas vezes no mesmo rio.”, e do mesmo modo é a vida. Nunca somos agora o que fomos ontem, estamos em constante aprendizado.
A história de Amir e Hassan é comovente. Não há possibilidade de ler esse livro e sair intacto, exatamente como antes. Cheio de surpresas, é um livro que aguça a sua curiosidade e mexe com seu emocional e, no final, você quer mais.
O melhor exemplo que posso dar da magia dessa história é o fato de que meu irmão de 16 anos, que nunca lê nada, leu esse livro todinho e gostou. Quando perguntei porque ele gostou do livro e conseguiu ler tudo, ele disse que ficou curioso sobre o que aconteceria depois.
O Caçador de pipas é assim: quando você pensa que chegou ao fim, que já aconteceu tudo o que poderia acontecer, ele vem e te surpreende. Khaled Hosseini soube escrever esse livro com gostinho de quero mais em todas as páginas.
Não esquecerei da frase: “Por você, faria isso mil vezes!”

quarta-feira, 16 de março de 2011

Saudade



Tenho saudade...
Da inocência da infância
Da confiança total
De um mundo imaginário e perfeito
De brincar de pique-esconde e de queimada
De chamar a professora de tia
E de como era fácil dizer “te amo”.

Sinto saudade de como o mundo era pequeno e restrito
Dos amigos que eram “para sempre”
Dos amores fáceis e inocentes
Dos eternos amantes
De como era descomplicado se apaixonar
E de como era simples esquecer,
somente virar a página e continuar a viver.

Sinto falta da pessoa que eu era
Às vezes sinto pela pessoa que sou
Muitas vezes não me reconheço
Mas nunca me desfaria de quem fui e de quem sou agora,
pois tudo isso faz parte de mim e de quem serei um dia.

Mari T. W.
15 de março de 2011
23:33